Aloysia triphylla (Lúcia lima), origem botânica

Esta planta compreende à volta de 35 espécies, mas uma das mais charmosas é a Lúcia-lima, também identificada na gíria por arbusto limão. O nome botânico mais antigo é Lippia triphylla.
É uma planta que tem origem no Uruguai, Argentina e Chile.
Quando plantada em vasos, a planta fica mais pequena, mas no exterior pode chegar com relativa facilidade até ao 5 m de altura. As folhas, quando cortadas e esfregadas na mão têm um cheiro forte a limão. As flores, de cor violeta, aparecem no Verão e são também muito aromáticas.

Aloysia triphylla (Lúcia-lima), como plantar

Para cultivar esta planta com êxito, é necessário que o ambiente não seja sombrio, arejado e sobretudo protegido das geadas. Uma temperatura nunca inferior a 25º é a ideal para que a planta desenvolva e cresça saudável. Se a planta estiver inserida num ambiente sombrio, perde rapidamente as folhas. No Inverno precisa de pouca água, porque por norma o ambiente é húmido, mas de Verão deve ser regada regularmente. Deve ainda ser fertilizado o solo, durante a Primavera, semanalmente até ao Verão.
De salientar que esta planta é muito sujeita a ganhar piolho, (afídeos), pelo que deve ter atenção para os irradicar rapidamente.
Quando colher as folhas, deve secá-las, pois conservam-se melhor assim. Depois deve guardá-las em local escuro, em frascos herméticos. O extracto da planta é identificado por Herba Verbanae Odoratea e encontra-se normalmente em farmácia.

Abrótano, origem botânica

O abrótano chegou à Europa, vinda da Ásia Ocidental, pelas mãos dos monges há cerca de 1000 anos. Foi entretanto plantada em mosteiros e jardins de palacetes durante vários séculos. Acreditava-se na época que a planta era mágica e protegia as pessoas de certos males e pragas, além de que também era um estimulante para o crescimento dos cabelos.
A planta produz folhas finas, libertando um aroma agradável a limão e cresce entre os 63 cm e os 100 cm. É uma planta rica em óleos essenciais, alcalóides e taninos. A planta é bastante tóxica pelo que deve ser usada com cuidado.
 
 

Abrótano, como plantar

O habitat indicado para esta planta, é um local com muito sol, mas temperaturas médias. O solo para a planta deverá ser arenoso, calcário e com escoamento suficiente.
O desenvolvolvimento da planta é feito através dos rizomas e deve plantá-la de preferência na Primavera. O abrótano pertence à família do absinto (Artemisia absinthium) e existem algumas espécies que produzem folhas prateadas brilhantes e são cultivadas em jardins de arbustos. A planta tem alguma toxicidade, pelo que deve haver cuidado com o seu manuseamento, porque pode provocar alergias.

Rábano picante, como usar

Na culinária, o rábano picante usa-se com frequência para adicionar à carne de vaca ou salmão fumado, pois o travo forte dá um sabor especial a este tipo de carne. As suas raízes também se utilizam com frequência para preparar conservas com vinagre.
As raízes, em chá ajudam a digestão, mas quando usadas em maior quantidade, podem causar irritações no estômago, intestinos e rins.
As mulheres grávidas e no período de aleitação devem evitar o consumo desta planta.
Compressas de chá de rábano, ajudam a aliviar doenças de reumatismo e artrite.
Como é uma planta que desenvolve com imensa facilidade, deve ser evitada em jardins, porque é difícil de eliminá-la.

Rábano picante, como plantar

Esta planta desenvolve-se com relativa facilidade e multiplica-se através das raízes principais. Os seus rebentos, que brotam depois do verão no ano seguinte, chegam a atingir 1,5 m de comprimento e as suas flores em cachos são bastante aromáticas.
A planta, que também pode ser chamadade amorácia, cresce bem em solo profundo, fértil em nutrientes e com humidade suficiente para que a planta produza raízes fortes. Necessita de um intervalo de plantação bastante longo para desenvolver à vontade (cerca de 40 a 50 cm) e não deve ser movida do lugar onde inicialmente foi plantada.

Açaí, História ou lenda?

O Açaí, tem sobre si uma ‘história’ ou uma lenda, que tem sido passada ao longo dos tempos, sem se saber bem quando, mas certo que se passou já há muitos séculos. Conta essa bela lenda que havia na região onde agora se encontra Belém do Pará, uma tribo que devido a um grande crescimento da população, a região não estava a conseguir produzir alimentos para todos.
Como a tribo não parava de crescer, o cacique Itaki reuniu o seu povo, para os alertar do perigo de fome que corriam se a tribo continuasse a crescer. Tomaram a decisão, numa reunião composta por anciãos, guerreiros e curandeiros, que nascidos após esse conselho, seriam sacrificados, para que a tribo não crescesse mais.
Conta-se, que tal anúncio só por si teve um impacto imediato e muitas luas se passaram, sem que nenhum nascimento tivesse acontecido. No entanto, Iaçá, filha do cacique Itaki, gerou uma linda menina, mas logo o Conselho Tribal se reuniu e pediu a Itaki que desse seguimento ao que havia sido determinado e procedesse ao sacrifício  de sua neta, filha de Iaçá. E o sacrifício se realizou.
Iaçá se fechou em sua tenda e durante dois dias de joelhos, rezgando à deusa “Tupã”, que indicasse a seu pai uma forma para que tal sacrifício não tivesse necessidade de acontecer. Uma certa noite,  Iaçá ouviu uma criança chorando, saiu da sua tenda e viu sua adorada e sacrificada filha sorrindo junto a uma bela palmeira. De início não teve reação, mas o instinto de mãe foi mais forte e lançou-se a correr ao encontro da sua filha, abraçando-se a ela, mas deparou-se com a palmeira e a criança sumiu.
Iaçá, em desespero, não parou de chorar que acabou por adormecer chorando. Com o nascer de um novo dia, Iaçá foi encontrada morta, abraçada a uma palmeira. Mas mesmo tendo perdido sua filha e estando ela também morta, na sua face se via sorriso de satisfação e de uma forma estranha, os seus olhos, estavam fixados no alto de uma palmeira.
Itaki levantou os seus olhos e viu que essa tal planta continha vários cachos de umas frutas pretas e pequenas, logo deu ordem para que fossem buscá-las e com elas fizerem um suco que deixaram fermentar e se transformou no “vinho de Açaí“, anagrama de Iaçá… Foi o inicio de uma nova era, o Açaí se tornou um novo para o seu povo e dessa memória fica uma bela lenda.

Aloysia triphylla (Lúcia-lima), como usar

As folhas desta planta são muito usadas em Espanha e França para fazer chá . Os óleos essenciais da lúcia lima são também muito usados na perfumaria e no fabrico de cosméticos.
Na medicina alternativa o chá das folhas desta planta, são muito usados para aliviar dores de estômago e favorecem a digestão. As folhas, em banho de imersão libertam uma fragância que tem efeito calmante.
A planta, cultivada em vasos ou floreira, exala um aroma muito agradável e fresco a limão.
 

Cerefólio, como usar

O cerefólio, usa-se na culinária para sopa de legumes. Esta planta é usada também no conhecido molho verde de Frankurt e acompanha bem pratos de peixe e ovos. Em saladas de tomate e quejo tem um paladar especial. Deve haver algum cuidado na preparação das saladas, devendo colocar o cerefólio na hora de servir, porque por vezes perde o aroma.
Esta planta tem benefícios medicinais para problemas dos rins e digestões difíceis. É um alimento rico em vitamina C e é excelente para purificar o sangue.

Rábano picante, origem botânica

Esta planta pertence á família da mostarda e teve origem na Ásia Ocidental. Daí se estendeu até à Europa Central e do Norte. No século XII foi uma planta muito usada para tratar vermes intestinais.
Esta planta cresce até 1 m de altura no primeiro ano e no ano seguinte produz rebentos que podem atingir 1,5 m de altura. Produz flores aromáticas em cachos soltos e as suas raízes são grossas e carnudas. São também ricas em vitamina C e óleos essenciais. O rábano picante, conhecido como mostarda do povo, contém ainda enxofre que lhe dá um travo especial.